Como diferenciar o perfil dos públicos internos?

Toda empresa tem seu universo de públicos, os quais cada um deles possui seu próprio grau de importância para a organização, mas existe um que é o 1º cliente de uma empresa, o público interno. Este é o que faz esta funcionar e existir, além de ser a peça chave para a construção da imagem positiva para as corporações.  Sendo assim, quando alguém pergunta o que realmente uma empresa é nós devemos olhar para o perfil de seus funcionários, o discurso deles irá definir a credibilidade da empresa para com o público externo.

Porém, como a organização é um organismo vivo, que tem características específicas e públicos segmentados com diferentes necessidades, usa-se diferentes estratégias, visando à assertividade para cada público. E a pergunta é: como diferenciá-los?

Todas as pessoas são influenciadas por aspectos que estão ligados às suas atitudes, motivações e personalidade. São características pessoais:

-Motivação: seguindo a hierarquia das necessidades de Maslow, todo o ser humano tem necessidades e impulsos para atendê-las. Nesse ponto, vemos a maior influência do ambiente corporativo no comportamento do consumidor interno. A relação de trabalho, ou dependência financeira com a instituição, faz com que o público seja mais receptivo à comunicação interna, mesmo não concordando, por ter suas necessidades mais básicas (sustento e segurança), atreladas àquela relação.

-Atitude: conseguir uma atitude positiva do público, principalmente em corporações, em que o objetivo da comunicação é gerar confiança, identificação com os valores e aplicação desses princípios, está diretamente relacionado às crenças e sentimentos dos consumidores e das atitudes as quais eles já estão condicionados.

-Percepção: é a simples maneira como o indivíduo encara o que o cerca. A percepção das pessoas em um ambiente organizacional passa pelas relações com as pessoas, o ambiente de trabalho, as tarefas e situações as quais está exposto, e seu campo de experiência para interpretar todas essas varáveis. É um processo extremamente subjetivo.

-Personalidade: é o conjunto de características que regem as reações e opiniões das pessoas.

-Estilo de vida: é a maneira como o indivíduo se comporta, regida por três fatores: atitude, opinião e interesse.

-Autoconceito: é como a pessoa se enxerga e quer ser enxergada nos diferentes grupos dos quais participa.

A comunicação interna deve estar muito atenta a esses três últimos itens para planejar suas ações cobrindo a maior parte de personalidades e estilos de vida que compõem a instituição. Se não houver um mínimo de identificação do público com a forma que a mensagem é passada, haverá ruído e a comunicação pode falhar.

Características adquiridas e algumas variáveis externas também são relevantes:

-Valores: esse pode ser considerado o primeiro filtro de identificação com a organização. Se os valores do funcionário não estiverem minimamente alinhados aos da companhia, nenhum tipo de comunicação será eficiente para atingi-lo.

-Cultura: a cultura do funcionário também serve como filtro, assim como os valores. Por exemplo, uma funcionária muçulmana que usa véu o tempo todo, pode se sentir incomodada ao se deparar com peças de comunicação interna em que as mulheres só aparecem seguindo costumes ocidentais. A falta de identificação inviabiliza a transmissão da mensagem.

-Comunicação não-verbal: é constante e muito significativa. Desde a etiqueta das relações de trabalho até a percepção de grandes eventos, como demissões em massa. Todo e qualquer estímulo desse tipo afeta o público interno favoravelmente ou não, e pode gerar fluxos informais.

-Demográficos: a análise demográfica da população de uma instituição é muito importante para segmentar a comunicação. A maioria das empresas, independentemente do porte, é composta por grupos bastante diferenciados, divididos por área, setores, idade, classe social, nível educacional e outros. Entender as necessidades dos diferentes mundos e traçar estratégias direcionadas é a melhor forma para atingir a todos.

-Grupos de referência: dentro das empresas, podem ser identificados os grupos de associados, formados por pessoas da mesma área ou de mesmo cargo e os grupos modelos, geralmente representados pelas diretorias e pessoas que fazem a gestão do negócio. Ter um grupo modelo desse tipo pode ser uma boa ferramenta para passar os valores da empresa e inspirar os funcionários.

-Líderes de opinião: É curioso observar que existem líderes de opinião em quase todas as esferas da empresa. São funcionários mais experientes, mais antigos ou reconhecidos por sua competência. Podem ser gestores de uma equipe ou não, mas tem em comum um alto nível de confiança dos que o cercam e influenciam suas atitudes. Agir em parceria com esses líderes gera grande aproximação com o público interno.

A comunicação interna procura satisfazer as necessidades dos funcionários dentro da organização, na qual se pensa em todas as pessoas, independente de sexo, raça ou idade.  Busca, também, a aproximação das pessoas que trabalham na organização, independente do grau hierárquico, procurando equilibrar a vontade do funcionário com a vontade da organização e criando um relacionamento entre as pessoas da empresa, o que faz o ambiente de trabalho mais agradável. Assim, faz com que todos se sintam parte do grupo, o que gera sentimento de aceitação, pois, funcionário que “veste a camisa” produz mais, trabalha melhor e mais feliz.

– Por Letícia d’Avila

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Como planejar a Comunicação Interna de uma organização?

 

O sistema de comunicação entre a organização e seu público interno pressupõe obrigatoriamente um sistema de mão dupla, estruturado, dinâmico e proativo, capaz de disseminar o fluxo de informações que a organização tem interesse em compartilhar e que o colaborador precisa saber.

 

Esse relacionamento os funcionários e seus familiares, permite que a Comunicação Interna realize a primeira de suas funções estratégicas: a difusão da Visão, Missão e Valores Corporativos. Além disso harmoniza interesses, integra equipes e valoriza o conhecimento e a produção, fruto da razão de ser da organização.

 

Para que a Comunicação Interna seja encarada como estratégica, é necessário o envolvimento de todos os níveis da empresa, principalmente a diretoria. A partir daí, deve ser feito um estudo sobre os desafios do planejamento estratégico que para definir as diretrizes do Plano de Ação da Comunicação. Esse levantamento apontará as necessidades específicas de departamentos e funções, mas, sobretudo, servirá a uma necessidade maior: o fomento de toda a organização, pois, muitas vezes – por estarem excessivamente auto- centradas – as áreas não conseguem ter a percepção do todo.

 

A Comunicação Interna trabalha na identificação das necessidades – tanto da empresa para com seu público interno quanto do seu público interno para com a empresa –, verificando o que é esperado da empresa em termos de comunicação. Essa resposta deve ser obtida por um diagnóstico, baseado em pesquisas e no estudo das relações comunicacionais. É importante ouvir colaboradores de todos os níveis antes de elaborar, implantar, desenvolver e manter um projeto de Comunicação Interna.

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Para estabelecer um processo de Comunicação Interna, deve-se elaborar um Planejamento que respeite as seguintes etapas:

Atender às metas do Planejamento Estratégico da Organização, bus- cando identificar de que maneira a Comunicação Interna pode cola- borar com o alcance dos resultados desejados

Realizar um diagnóstico (por meio de desk research, ou pesquisa com os públicos internos)

Estabelecer os objetivos da Comunicação Interna

Estabelecer os atributos da Comunicação Interna que correspondam aos atributos da marca

Criar o Plano de Ação da Comunicação, estabelecendo processos e atividades

Estruturar os canais: veículos, eventos e ações Gerir os conteúdos comunicáveis

Mensurar resultados a partir de um sistema de indicadores com base no que é relevante para o sucesso do negócio

 – Por Caroline Domingues